Estacho se posiciona contra alta do IOF e defende crédito mais barato para quem produz

O deputado federal Rodrigo Estacho (PSD-PR) reafirmou que votará contra o decreto do governo que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A proposta de sustação (PDL 314/25) deve ir a plenário na tarde desta quarta-feira, depois que a Câmara aprovou o regime de urgência por 346 votos a 97 na semana passada

“Mexer no IOF é encarecer o dinheiro que move o pequeno negócio, o produtor rural e a família que parcela o básico. Não dá para tapar rombo fiscal tirando de quem gera emprego. Meu voto é NÃO”, declarou Estacho.

Por que o tema importa?

  • Impacto direto no bolso – O decreto 12.499/25 criou alíquotas extras sobre operações de crédito, remessas ao exterior e aportes em fundos de investimento, podendo elevar em até 0,38 ponto percentual o custo de linhas como “risco sacado” e antecipação de recebíveis
  • Custo para o setor produtivo – A alta do IOF faz subir o preço do capital de giro e dos financiamentos agrícolas, justamente quando as cadeias de insumos enfrentam juros reais de dois dígitos.
  • Arrecadação estimada – O próprio governo calcula ganhar R$ 7 a 10,5 bilhões em 2025 se as novas alíquotas passarem, valor que sairia do caixa de empresas e consumidores

O que está em votação hoje

A Câmara analisará o PDL 314/25 que derruba integralmente o decreto presidencial. Se aprovado, o aumento do IOF perde efeito imediato, forçando o governo a buscar alternativas de ajuste fiscal. Caso o PDL passe, seguirá ao Senado. Paralelamente, o Planalto já enviou a MP 1.303/25, que muda regras de IR sobre LCIs, LCAs e criptoativos para compensar a receita que seria obtida com o IOF. Estacho ressalta que “a prioridade deve ser cortar desperdício antes de criar imposto novo”.