Na tarde de ontem, o deputado federal Rodrigo Estacho esteve no município de Rio Bonito do Iguaçu (PR) junto com o governador Carlos Massa Ratinho Júnior, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) Alexandre Curi, o secretário das Cidades Guto Silva e diversas equipes estaduais e municipais para constatar os estragos causados pelo tornado que devastou a cidade e articular a resposta política-administrativa.
A gravidade da calamidade
Os dados são chocantes:
- Segundo o governo do Paraná, cerca de 90% das residências e prédios comerciais da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foram afetados pelo fenômeno atmosférico com ventos de 250 km/h
- Até o momento, há confirmação de seis mortes e centenas de feridos.
- A situação levou à decretação de estado de calamidade pública no município por meio do Decreto 11.838/2025.
- Somente nesta cidade, estima-se que dezenas de milhares de pessoas foram impactadas — moradores desalojados, infraestrutura destruída, necessidade urgente de apoio habitacional e social.
Mobilização política e ofícios encaminhados
Na visita, o deputado Estacho reforçou a articulação entre governo estadual e federal. Foram protocolados dois ofícios de grande relevância:
- Um direcionado à Caixa Econômica Federal solicitando apoio emergencial para cadastro único, liberação de recursos via FGTS (Saque Calamidade) e operacionalização de auxílios como o Auxílio Reconstrução — medida fundamental para as famílias atingidas pela tragédia.
- Outro direcionado à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, solicitando envio de equipes, apoio logístico, equipamentos e apoio técnico para resposta rápida sobre o terreno.
Caminho a seguir
A atuação conjunta — poder legislativo, executivo estadual, prefeituras e órgãos federais — se mostra indispensável. Alguns pontos de atenção:
- ** Cadastro e inclusão**: garantir que as famílias impactadas sejam cadastradas no Cadastro Único e tenham acesso aos programas sociais federais, além de liberação do Saque Calamidade do FGTS rapidamente.
- ** Apoio habitacional de emergência**: já com o decreto de calamidade, é preciso habilitar programas habitacionais de resposta rápida para famílias desalojadas ou cujas moradias foram destruídas.
- ** Reconstrução e recuperação**: além do socorro imediato, é necessária uma estratégia de médio-prazo para reconstrução, com transparência, participação local e critérios objetivos de priorização.
- ** Comunicação e transparência**: manter a população informada sobre os auxílios, prazos, critérios e responsabilidades. A crise exige agilidade, mas sem abrir mão de controle e clareza.
- ** Prevenção e resiliência futura**: embora o foco imediato seja socorrer as vítimas, já se impõe pensar em políticas de prevenção para eventos extremos — considerando que tornados dessa magnitude são raros, mas não impossíveis.
https://www.facebook.com/share/v/14U9DcCdU2w
https://www.instagram.com/reel/DQz2TxuiZDi/?igsh=MTNuZ2p2NGduZHEwcQ==
